O barato que sai caro! PDF Imprimir E-mail

Nem sempre matéria-prima mais barata é a solução, quando está em jogo a marca e a imagem da empresa

     A globalização da economia e a queda de barreiras entre países e culturas diferentes - proporcionadas principalmente pela Internet - formataram um tipo de consumidor, que mais do que novas caras, tem novos, variados e distintos perfis. Se antes economizar era comprar o mais barato, nos tempos atuais, economizar é sair não no lucro, mas com ganho real. Foi-se o tempo em que se comprava pelo olho ou pelo bolso.

Fator de economia
     A visão hoje ainda é de comprar o que é bonito, mas que ao mesmo tempo seja durável. O consumidor aprendeu a pesquisar preços em diversos lugares, mas em relação ao mesmo produto. Ele sabe o que quer e com certeza, não quer nada inferior, pois descobriu que a qualidade, mais do que um diferencial, é fator de economia. O brasileiro quer produtos que possam ser usados e reutilizados. Idem com a roupa íntima.

Agora e para sempre?
     Foi-se o tempo em que a que ficava esgarçada, com elástico frouxo e cheia de fios puxados “ganhava” mercado. Produzir qualidade com matéria-prima de ponta tem como primeira vantagem vender mais e poder ter preço bom. E num mercado em que as fronteiras da informação inexistem, ter qualidade e preço é muito bom, e com certeza, lucrativo. A produção cresce e a marca se fortalece, cria ligações e relações com o consumidor podendo gerar o que toda empresa almeja: fidelidade.

Mudanças estratégicas
     Esse novo consumidor acordou diversos segmentos que passaram a investir no melhor acabamento, em embalagens mais apresentáveis, em produtos mais resistentes, pois finalmente se percebeu que o custo de produção – em termos de tempo – é o mesmo. Mas a desvalorização da marca com o produto de baixa qualidade não tem economista que dê jeito nem campanha de marketing que reverta uma imagem arranhada.

 

 
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