| O mercado do luxo |
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Não se pode ensinar alguém a ver. Ninguém vê o que não sente. O varejista tem que transformar o sentimento dos seus clientes em visão Clientes que querem comprar luxo também buscam valor - não preço, mas v-a-l-o-r. Muitos varejistas sabem o preço de tudo, mas não sabem o valor de coisa alguma. Esta é a grande dificuldade de quem vende, seja luxo ou não. É preciso conhecer os clientes para estabelecer valor para os produtos. É preciso lembrar quer não existe meia verdade. Achar que conhece pode ser o mesmo que não sei. Antigamente afirmava-se que o valor para quem compra luxo seria o ego, “ostentar o produto comprado”. Trabalhava-se o design e a exclusividade. Hoje, o consumidor quer mais tornando-se imprescindível oferecer “vários outros valores". Acreditáva-se também que o consumidor queria ir até a loja de luxo para "ver e ser visto" e ter tratamento VIP. Assim, a compra eletrônica não teria lugar nem espaço nas empresas, mas a verdade é que o consumidor do luxo quer E-commerce. Como os demais clientes, também tem vergonha de perguntar e interagir com os vendedores. Eles querem sites ricos em informações, vídeos e outras ferramentas que façam com que a experiência da compra via WEB seja fantástica. E se dizem que brasileiro não gosta de ler, Particularmente os consumidores, por sua vez, adoram saber da história das empresas e dos produtos – como foram concebidos e manufaturados, quem já os usou e até mesmo o depoimento de algumas pessoas, por exemplo. Por isso é preciso colocar emoção no E-commerce. O consumidor não deve comprar um produto e sim um mimo, se presenteando. E o que vale no presente, mais do que o preço em si, é a intenção. Marketing é "criar a angústia de não ter" e DESIGN é ASPIRAÇÃO. O design seduz e cria o desejo no consumidor. Portanto, o design tem que criar uma CONEXÃO entre a empresa, o produto e o consumidor. Aí entram em cena a comunicação e o conhecimento. Pessoas se comunicam por chats, comunidades, e-mails – as chamadas redes ou mídias sociais. Então é importante saber o que as pessoas pensam da gente e suas sugestões para melhorarmos, antes de contarem para outras pessoas. Afinal de contas quem vai comprar nossos produtos são os consumidores e não nossos "designers". Quem cria uma marca não é a empresa, mas sim os CONSUMIDORES. |
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