| A sensualidade do couro |
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Das bandas de rock para o guarda-roupa das mulheres Muito popular nos Estados Unidos e na Europa, a lingerie feita de couro começa a dar sinais de que pode ser uma forma alternativa de conquistar novos públicos, aqui no Brasil. Inicialmente, quando se fala em couro, a primeira coisa que vem a cabeça são as fantasias de dominadoras, uma coisa mais de sex shop do que de dia-a-dia. O inegável apelo que o couro tem é explicado por amantes e admiradores que afírmam que seu cheiro, som e sensação são inigualáveis. Motociclistas e roqueiros fazem dele um esterió-tipo de liberdade e rebeldia. Mas o homem usa o couro – para proteção – desde que começou a cobrir o corpo. O homem primitivo usava peles de animais (todas as peles são consideradas couro) para vestuário, lona, trenós e proteção contra clima, vegetação rasteira e armas dos inimigos. Dizem que por isso recupera o primitivismo no homem, numa espécie de memória genética. O couro é muito sexy. E se pararmos para pensar, a lingerie foi inventada - mesmo sem saber – na época das cavernas. Quando vemos uma mulher vestida de couro, pensamos em dominatrix, chicote, perversão, mas esta é uma imagem errada, criada pela indústria de filmes pornô e pela mídia. Lingerie de couro é apelo. É contexto, não pretexto. Tanto que ela pode ser elegante também. E desperta todos os sentidos, incluindo cheirar, sentir, ouvir. O bad boy e o lutador usam couro, mas também as mulheres e os gays. Portanto, o couro atrai o sexo oposto e também o mesmo sexo. Todo mundo tem imagens individuais do couro e ele evoca muitas coisas. Hoje, a maciez das peças já não incomoda nem tortura quem usa. Se desperta desejos selvagens em quem veste e em quem vê, bom, isso só quem usa pode dizer, mas uma coisa é certa: não custa nada experimentar. |
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